Curso Aplicação de Produtos Fitofarmacêuticos

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Descrição

Enquadramento

Segundo a Lei n.º 26/2013 de 11 de abril, que regula as atividades de distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos para uso profissional e de adjuvantes de produtos fitofarmacêuticos e define os procedimentos de monitorização à utilização dos produtos fitofarmacêuticos, transpondo a Diretiva n.º 2009/128/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de outubro, que estabelece um quadro de ação a nível comunitário para uma utilização sustentável dos pesticidas, e revogando a Lei n.º 10/93, de 6 de abril, e o Decreto – Lei n.º 173/2005, de 21 de outubro.

 

De acordo com o Decreto-Lei n.º 173/2005 de 21 de Outubro os aplicadores de produtos fitofarmacêuticos nas explorações agrícolas e florestais devem possuir formação adequada, dispondo de um certificado de frequência de formação na área da Aplicação de Produtos Fitofarmacêuticos, reconhecida pela respetiva Direção Regional de Agricultura.

 

Despacho nº 5848/2002 de 15 de Março – Define o conteúdo programático das ações a ministrar na área da redução do risco e dos impactos ambientais na aplicação de produtos fitofarmacêuticos.

35 Horas

621 – Produção Agrícola

Agricultores empresários, agricultores não empresários, trabalhadores agrícolas e rurais, trabalhadores por conta de outrem, mão de obra agrícola familiar cuja atividade implique a aplicação de produtos fitofarmacêuticos.

Outros indivíduos, de ambos os sexos, que apliquem ou venham a aplicar produtos fitofarmacêuticos.

Capacitar os participantes para a manipulação e aplicação segura de produtos fitofarmacêuticos, minimizando os riscos para o aplicador, o ambiente, espécies e organismos não visados e o consumidor, de acordo com os princípios da proteção integrada.

Introdução à Ação:

  1. Apresentação do grupo
  2. Levantamento de expectativas dos participantes
  3. Apresentação do programa de ação

 

BLOCO I – Princípios gerais de proteção das culturas

1. Meios de proteção das culturas:

1.1. Luta biológica

1.2. Luta cultural

1.3. Luta genética

1.4. Luta biotécnica

1.5. Luta química

2. Proteção integrada:

2.1. Evolução da proteção das plantas

2.2. Legislação específica

2.3. Princípios gerais de proteção integrada

2.4. Estimativa do risco e modelos de previsão

2.5. Nível económico de ataque (NEA)

2.6. Tomada de decisão

2.7. Luta química – Seleção de produtos fitofarmacêuticos

2.8. Registo dos tratamentos realizados (caderno de campo)

3. Produção integrada:

3.1. Princípios da PRODI

3.2. Estratégia de produção

3.3. Principais técnicas de produção

3.4. Regulamentação e registos

4. Agricultura biológica:

4.1. Princípios gerais

4.2. Regulamento Comunitário relativo à Agricultura Biológica

 

BLOCO II – Segurança na utilização de produtos fitofarmacêuticos, sistemas regulamentares e redução do risco

1. Produtos fitofarmacêuticos:

1.1. Definição de produto fitofarmacêutico

1.2. Classificação química

1.3. Modos de ação

1.4. Formulação

2. Sistemas regulamentares dos PF:

2.1. Homologação dos produtos fitofarmacêuticos

2.2. Produtos ilegais – sua identificação

2.3. Distribuição, venda e aplicação

2.4. Gestão de resíduos de embalagens e de excedentes

2.5. Outra legislação aplicável ou complementar

3. Segurança na utilização dos produtos fitofarmacêuticos:

3.1. Aspetos toxicológicos inerentes à manipulação e aplicação dos produtos fitofarmacêuticos:

3.2. Símbolos toxicológicos e ecotoxicológicos

3.3. Informação e leitura do rótulo

3.4. Equipamento de proteção individual (EPI)

3.5. Relação entre o EPI e as diferentes características dos produtos

fitofarmacêuticos

3.6. Alguns sintomas de intoxicação com produtos fitofarmacêuticos

4. Redução do risco no manuseamento e aplicação de produtos fitofarmacêuticos

4.1. Verificação das condições de trabalho, condições atmosféricas, material de aplicação a utilizar, leitura do rótulo

4.2. Cuidados com a preparação da calda

4.3. Noção de dose e de concentração da calda

4.4. Utilização do EPI correto

5. Redução do risco para o ambiente, espécies e organismos não visados

5.1. Impacte no ambiente do uso de produtos fitofarmacêuticos

5.2. Riscos para as espécies e os organismos não visados resultantes da aplicação dos produtos fitofarmacêuticos

5.3. Preparação da calda

5.4. Eliminação de excedentes de calda

5.5. Lavagem do equipamento de aplicação

5.6. Gestão de embalagens e produtos obsoletos

6. Redução do risco para o consumidor:

6.1. Noção de resíduo

6.2. Limite Máximo de Resíduo

6.3. Intervalo de segurança

6.4. Exposição do consumidor e cumprimento das indicações do rótulo

6.5. Controlo de resíduos

 

BLOCO III – Material de aplicação

1. Material e técnicas de aplicação:

1.1. Características do material de aplicação

1.2. Critérios para a escolha do material de aplicação

1.3. Técnicas de aplicação, calibração e regulação do material de aplicação

1.4. Arrastamento da calda

1.5. Cálculo de doses, concentrações e volumes de calda com herbicidas,

inseticidas, fungicidas e outros produtos fitofarmacêuticos

1.6. Conservação e manutenção do material de aplicação

 

BLOCO IV – Armazenamento, transporte e acidentes com produtos fitofarmacêuticos

1. Armazenamento e transporte de pequenas quantidades de produtos fitofarmacêuticos:

1.1. Condições e características dos locais de armazenamento de produtosfitofarmacêuticos

1.2. Perigos e segurança durante o armazenamento. Sinalização.

1.3. Perigos e segurança no transporte de pequenas quantidades de produtos fitofarmacêuticos

2. Acidentes com produtos fitofarmacêuticos:

2.1. Prevenção de acidentes

2.2. Acidentes de trabalho

2.3. Medidas de primeiros socorros

 

Avaliação e encerramento

Avaliação:

Avaliação de conhecimentos – Prova teórica escrita

Avaliação de reação e encerramento

  • A metodologia de formação é predominantemente participativa e assenta na realização de situações práticas, análise de situações concretas, assim como na troca de experiências entre participante e o formador. São utilizadas diversas técnicas de formação como exposição dialogada, demonstração, trabalho individual e de grupo.
  • A formação prática será realizada dominantemente no campo, sob a forma de prática simulada.
  • No módulo III.1 – material e técnicas de aplicação, nas sessões práticas, o grupo será obrigatoriamente dividido, no mínimo, em dois, sendo cada subgrupo acompanhado por um formador. A intervenção destes dois formadores deve ser previamente articulada e concertada, de modo a que possam ambos orientar, em simultâneo, as atividades dos subgrupos de formandos, nas sessões de prática simulada.
  • Formação Profissional Contínua
  • Formação presencial organizada em sala e em exploração agrícola destinada à formação prática.
  • Horário laboral.
  • Número de formandos por grupo de formação: 12 a 16.
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